Pediatra e Neonatologista

5 dicas para reduzir o uso de telas pelas crianças

5 dicas para reduzir o uso de telas pelas crianças Já sabemos bem o quanto essa nova geração está sofrendo prejuízos no neurodesenvolvimento e na socialização pelo consumo excessivo de telas. Mas ao mesmo tempo, os pais se sentem perdidos quando lhes é solicitado que reduzam ou adequem esse uso. Nossa geração de pais mentalizou que não é possível nem mesmo fazer uma refeição sem que a criança seja aquietada com uma tela. Aqui trago algumas sugestões de como minimizar esse uso e também como reduzir os danos quando de fato não conseguirem deixar de usar.   Tudo começa pelos pais. Adequem os seus hábitos de uso de telas. Se é comum a televisão ficar ligada o dia todo, passem a mantê-la desligada e só ligar quando de fato forem assistir. Policiem também o uso do celular. Para nós adultos parece que o celular se tornou uma extensão do corpo, ficamos com ele o tempo todo. Mas não precisa ser assim. Quanto menos os pais usarem os celulares, principalmente em momentos de cuidado e interação com a criança, menor será o interesse delas. Nossa geração de pais é a primeira a ter as telas na palma da mão o tempo todo. E facilmente virou um recurso para aquietar a criança no carro, em restaurantes, em eventos socias e em casa para os afazeres domésticos. Quanto mais tivermos em mente que tudo isso é possível sem as telas, mais recursos vamos encontrar para não as usar (como nossos pais faziam). Hora da história. As crianças precisam ser incentivadas ler. Para isso, desde muito bebezinho determine um momento do dia para interagir com livros. E se sua criança já sabe ler, use esse momento para que ela leia em voz alta. Estabeleça metas de leitura de acordo com a idade. Atividade ao ar livre. Leve a sua criança em parques e locais abertos. Se mora em prédio, crie o hábito de leva-la diariamente as áreas comuns, deixando-a livre para explorar. Se nenhuma das opções acima for possível, crie o hábito de caminhar na rua, mesmo que seja apenas uma volta no quarteirão. Isso amplia a visão da criança, gera novos interesses e dá a vocês a oportunidade de conversar abertamente. Brincar sozinho. Muitas crianças hoje não aprendem a brincar e quando o fazem, exigem a presença dos pais. Uma dica que faço em consulta é que desde pequeninho, os pais deixem o bebê interagir livremente com os brinquedos, sem estar sempre incentivando a fazer algo. E à medida que essa criança for crescendo, vá estimulando que ela faça atividades como montar quebra-cabeça, lego, desenhar, pintar… Sem precisar que os pais estejam junto o tempo todo. Inclua a criança na rotina da casa. Isso dá muito trabalho, mas é uma dica muito efetiva. Um bebê de 1 ano já consegue jogar a fraldinha no lixo, colocar a roupinha no cesto de roupa suja, passar o paninho para limpar a mesinha, mexer a massa de bolo com a colher… E à medida que ela for crescendo, outras atividades podem ser incluídas até que chega um momento que a criança é de fato capaz de te ajudar com a casa. Elas amam se sentir úteis e amam estar perto dos pais. Junte essas duas coisas e seus dias podem ficar bem mais tranquilos.   Redução de danos: Se não usar telas não for mesmo uma opção, procure limitar o tempo de uso, usar a televisão ao invés de tablets e celulares e escolher atentamento os conteúdos a que a criança tem acesso.

10 dicas para pais de primeira viagem

10 dicas para pais de primeira viagem É importantíssimo estudar sobre a gestação e o parto, mas não parem por ai. Estudem também sobre o depois. Sobre os cuidados básicos com o bebê, sono, amamentação, desconfortos intestinais. Atualmente muitos casais se tornam pais sem nunca ter convivido com um bebê, e acabam ficando muito angustiados com as demandas dos primeiros meses, sem saber o que é ou não normal. Escolham o pediatra antes do bebê nascer e se possível, façam a consulta pediátrica do pré-natal. É uma oportunidade de receber orientações sobre esses primeiros dias e principalmente de receber o suporte necessário caso apresente algum desafio, como a icterícia, dificuldades na amamentação ou baixo ganho de peso. Organizem a rotina da casa. Entenda quais melhores horários para dar o banho, fazer as sonecas, iniciar o sono noturno. Bebês gostam de previsibilidade. Evitem comparar o seu bebê com outras crianças. Façam um bom acompanhamento e entendam o que é normal e esperado para sua criança, principalmente em relação ao peso e desenvolvimento. Evitem ainda mais comparar o que é visto nas redes sociais. Façam um filtro dos conteúdos consumidos nas redes sociais. Escolham aqueles alinhados com seus valores e suas crenças. Ficar seguindo vários influencers e profissionais que atuam com crianças pode deixar os pais ansiosos e ainda mais perdidos. Estejam preparados para mudanças. Os bebês mudam o tempo todo e exigem que nos adaptemos a essas mudanças e demandas. Descansem sempre que possível. Bebês pequenos tem alta demanda, ficam muito no colo, mamam muitas vezes ao dia, tem muitos despertares a noite. Muitas vezes a mãe está sozinha com esse bebê e quando ele dorme, se vê cheia de funções. Mas é super importante colocar como prioridade um tempinho de descanso. Aceitem ajuda. Tenho visto muitos recém-pais se distanciarem da família para não ter interferências geracionais na criação dos filhos. E costumo dizer que isso não é saudável. Muitas vezes é difícil mesmo lidar com os palpites, mas ter ajuda da família, principalmente nos primeiros dias pode ser fundamental para o bem-estar dos pais e dos bebês. Estudem sobre puerpério e busquem ajuda se notarem algum sinal de alerta no estado emocional da recém-mãe. Pensem bem no que vão investir dinheiro. É maravilhoso ter roupas bonitas de bebê, enxoval personalizado, ensaios fotográficos, mesversário… Mas o que realmente faz diferença na vida de um bebê é ser amamentado, ter uma boa alimentação e ter identificado de forma precoce os sinais de alerta para condições de saúde. E para isso, vocês precisam de um bom pediatra e muitas vezes de outros profissionais como consultoras de amamentação, fonoaudiólogas, fisioterapeutas… Escolham investir em bons profissionais e em um bom acompanhamento nos primeiros anos de vida da sua criança. https://youtu.be/QH2mxhttps://youtu.be/_xlmXkBtLCU?si=a3qOarsXcZ7UQzFduC1_xM?si=5IrZzNstQZOvoUNa

Como melhorar a imunidade das crianças?

Como melhorar a imunidade das crianças? Já reparou que as crianças tem ficado muito doentes? Bebês já muito novinhos recebendo o diagnóstico de doenças alérgicas como dermatite atópica, alergias alimentares e alergias respiratórias. Sem falar nas infecções recorrentes, principalmente de vias aéreas superiores ( aquele narizinho que não para nunca de escorrer). Não é incomum ouvirmos falar de uma creche em que as crianças estão afastadas por síndrome mão- pé- boca ou por quadros gastrointestinais. E com isso, os pais ficam buscando algo para melhorar a imunidade das crianças. As redes sociais estão cheias de dicas de medicamentos “maravilhosos” que as crianças tomam e não ficam mais doentes. Mas será mesmo que isso é verdade? A definição da condição imunológica da criança começa desde a gestação. Se os pais tem alergias, essa criança tem de 50-75% de chance de também desenvolver uma condição alérgica ao longo da primeira infância. Se durante a gestação a mãe passa por deficiência de micronutrientes, podem faltar substratos essenciais para a formação das primeiras respostas imunológicas da criança. Existem 2 grandes determinantes em relação ao desenvolvimento de um sistema imunológico efetivo: o parto por via vaginal e o aleitamento materno. Pelo parto vaginal o bebê vai ser colonizado por um série de bactérias que vão ativar um reconhecimento imunológico, fortalecendo a microbiota desse bebê. O que é ainda reforçado pelo contato pele-a-pele na primeira hora de vida. E através do leite materno o bebê tem constantemente a colonização da microbiota intestinal e recebe anticorpos prontos contra diversas doenças a que a mãe foi exposta por contato direto ou pela vacinação, além de imunoglobulinas protetoras de mucosa, prevenindo as doenças diarreicas. Em um segundo momento da vida, para ter um bom desempenho imunológico esse bebê precisa ter um bom aporte nutricional, recebendo uma variedade de alimentos saudáveis e a suplementação nutricional individualizada conforme as demandas de cada bebê. Nutrientes como ferro, zinco, vitamina A, vitamina D e ômega 3 são essenciais para a resposta imunológica efetiva. E de outro lado, seguindo a formação da microbiota que é a base do sistema imunológico é essencial que essa criança tenha contato com a natureza, que brinque ao ar livre, que pise na terra. Não podemos esquecer que para diversas doenças temos vacinas. Esteja sempre atento ao calendário vacinal e se tiver possibilidade, amplie a cobertura vacinal pela rede privada incluindo vacinas como a pneumocócica 15 valente, meningocócica B e meningocócica ACWY. Com essa base bem estabelecida, para algumas crianças podem ser sim necessárias algumas medicações específicas para reduzir a recorrência de infecções, principalmente os quadros respiratórios. Nesse quesito temos opções de probióticos, homeopatias, medicações naturais, aromoterapias… Mas esses precisam ser prescritos pelo pediatra de forma individualizada e direcionada para as necessidades de cada criança. Seja consciente, nunca medique a sua criança baseada em “dicas” de influencers ou vizinhos.

Ritual para o Sono do Bebê

Ritual Para o Sono do Bebê Talvez ninguém tenha te contado, mas o sono do bebê é um dos maiores desafios que os pais enfrentam. Muitos vivenciam a privação de sono devido aos despertares noturnos do bebê, o que gera muito estresse, cansaço e ansiedade, sendo a causa de discussões e desentendimentos até entre o casal. E isso leva a uma busca incessante por “soluções” que façam o bebê dormir a noite inteira. Agora com as redes sociais é muito fácil achar cursos de sono com estratégias desde as mais simples baseadas em ter uma rotina de sono, as mais inadequadas como deixar o bebê chorando no berço até dormir de exaustão. Costumo dizer que o primeiro passo para ter uma bebê que dorme bem é entender o que é verdadeiramente esperado em cada idade. Tem bebês que dormem 10 horas seguidas aos 2 meses? Sim, até existem (Deus tem seus preferidos). Mas eles são a exceção, isso não é o que acontece com a maioria. Então a chance de seu bebê ser daqueles que terão despertares até 1 aninho ou mais é muito grande. Não tem o que fazer então? Tem sim! Existem algumas estratégias que podem ajudar o bebê a ter um sono regular e principalmente permitir que os pais consigam descansar. Mas para aplica-las é importante entender alguns pontos sobre o sono do bebê. O primeiro deles é que quando o bebê nasce, ele não tem ciclo circadiano. Isso significa que ele não sabe que a noite é para dormir e o dia para ficar acordado. Leva de 2-3 meses para o bebê começar a ter essa regulação, e isso só acontece se tiver uma rotina bem estabelecida. O segundo ponto é que os bebês precisam dormir muitas horas ao longo do dia, mas o ciclo de sono deles é muito curto, para alguns pode ser de somente 40 minutos. Então ele dorme e acorda várias vezes ao longo do dia e da noite. Como ele não sabe dormir sozinho, em todo despertar ele vai chorar e pedir ajuda do cuidador. Na grande maioria das vezes as mães vão amamentar esse bebê para voltar a dormir. Não há nada de errado nisso, mas precisamos ter muita clareza que esse padrão irá se repetir por muito tempo e poderá se tornar muito cansativo. Desde os primeiros dias de vida do bebê devemos tentar organizar uma rotina para o dia e para a noite. Durante o dia deixamos a casa clara, colocamos música, saímos com o bebê para que ele seja exposto a luz natural do sol, colocamos no tapete para que ele brinque no chão… As sonecas do dia podem ser feitas no aconchego do quarto, não precisam ser em ambiente claro, mas é importante sim que não seja totalmente escuro. No final da tarde, quando o sol se pôr, vamos começar a rotina da noite. Deixando a casa com o mínimo de luminosidade, diminuindo o barulho e as brincadeiras. Estabeleça a hora de dormir de acordo com o que observar de sinais de sono do bebê, mas é super importante que seja antes das 20 horas. Use alguns recursos que podem servir de conexões com o momento de dormir: banho, canções de ninar ou ruído branco, massagem… E tente manter um padrão de fazer o mesmo todos os dias mais ou menos nos mesmos horários. A partir desse momento que o bebê dormiu no início da noite, todas as vezes que ele acordar vamos considerar como “despertar noturno”, mesmo que ele desperte em pouco tempo e ainda seja cedo. Nesses despertares, precisamos evitar ao máximo de acender as luzes. Também não deixe nenhuma luz indireta acesa, é importante que o ambiente esteja 100% escuro. A troca de fraldas a noite só precisa acontecer se o bebê tiver feito cocô ou se a fralda estiver vazando, caso contrário, não acenda luzes para trocar. Nas primeiras semanas o bebê precisa ser alimentado nos despertares, mas aos poucos vocês podem ir tentando ajudar o bebê a voltar a dormir de outras formas. O pai tem um papel importantíssimo nesse processo, já que naturalmente no colo da mãe o bebê vai buscar a amamentação. Duas dicas importantes: os bebês tem um sono inquieto. Eles ficam se mexendo e fazendo alguns barulhos, alguns aprendem a sugar as mãos. Aprenda a observar esses sinais e evite tirar o bebê do berço nesses momentos, faça-o somente se o bebê começar a chorar. No início do sono noturno, quando perceber que o bebê já está bem sonolento, tente colocá-lo no berço e ajudá-lo a dormir fazendo carinho. Para algumas famílias essa prática funciona muito bem e ajuda o bebê a aprender a dormir sozinho, de forma que nos despertares, ele consegue voltar a dormir sem precisar ser ninado ou amamentado.

Disquesia do Lactente

Disquesia do Lactente Levante a mão se já aconteceu com seu bebê: ele está fazendo “força”, fica com o rostinho vermelho, mexe as perninhas, chora como se estivesse com dor… Vem logo alguém afirmar categoricamente: é cólica! E já com uma super dica, de um remedinho que a filha da prima usou e que alivia na hora. Algumas horas se passam, e está lá o bebê “se espremendo” de novo. Tem esse outro remédio aqui, certeza que vai funcionar! E em poucos dias os recém-pais já estão de cabelo em pé com um bebê que parece estar sempre com algum desconforto, Encontre onde transmitir entretenimento novo, popular e futuro com o CineBrasil. oferecendo medicações de hora em hora sem que nada resolva. Por isso é de extrema importância os pais entenderem que sintoma é esse e o que de fato pode ajudar a aliviar os desconfortos do bebê. Esses sintomas são de um quadro chamado disquesia, algo extremamente comum em bebês menores de 3 meses. Acontece que nessa fase o intestino do bebê é muito imaturo. As alças intestinais se contraem para acontecer as eliminações, mas há uma incoordenação entre esses movimentos do intestino e a contração da musculatura do períneo, que permanece contraída, de uma forma que o bebê não elimina gases e nem o cocô. Por isso passa essa impressão de que ele está fazendo força. E independente das medicações, o alívio só vai acontecer quando o bebê conseguir fazer as eliminações. Por isso, o que os pais precisam é saber como ajudar o bebê nos momentos de crises. Uma forma de prevenir as crises é fazer massagens na barriga do bebê em momentos em que ele está relaxado, como por exemplo logo após o banho. Use um óleo vegetal próprio para bebês e faça muitos movimentos na barriguinha. Crie o hábito de fazer as massagens todos os dias. Já no momento da crise, a medida mais eficaz é colocar o bebê em pé no colo, com as perninhas dobradas, como se estivesse de cocóras. É a posição utilizada por quem pratica a higiene natural. Nessa posição a musculatura do períneo relaxa e o bebê consegue fazer as eliminações. Outra posição que pode ajudar é deitar o bebê de barriga para baixo no braço (bicho preguiça) ou no tatame. Movimentar as pernas com rotações (bicicletinha) também ajuda, mas pode ser um pouco incômodo se a barriga estiver muito estufada, Outro recurso possível de ser usado é a bolsa de água morna colocada na barriga. Mas muito cuidado pois a pele do bebê é muito sensível e pode haver queimaduras se a temperatura da bolsa estiver elevada. Por fim, se as crises estiverem muito frequentes ou muito intensas, o atendimento de um osteopata pode ajudar muito. Evite ao máximo medicalizar o bebê nessas crises, e se o fizer, que seja seguindo uma prescrição médica e não os palpites.

Lesões de pele

Lesões de Pele Dra, o que é essa manchinha? Alguns bebês nascem com algumas manchinhas ou lesões pelo corpo. Outros começam a apresentar essas manchinhas depois de alguns dias. Os pais costumam ficar assustados, mas na grande maioria das vezes são lesões benignas e que vão desaparecer sozinhas, sem necessidade de nenhum tratamento específico. Claro que é super importante a avaliação e a orientação do pediatra, mas até o dia da consulta, vou deixar algumas dicas para vocês. Mancha mongólica: essa é a mais comum. São manchas azuladas, que aparecem principalmente na região do dorso e do glúteo, mas pode ser visível em outras partes do corpo. Elas ocorrem por uma concentração de melanina nestes locais. São mais comuns em crianças negras e de origem asiática. Estão presentes ao nascimento e vão clareando até desaparecer em alguns meses. Mas algumas crianças podem permanecer com elas ao longo da vida. Mancha salmão: o nome mais correto é hemangioma plano. São manchas avermelhadas ou róseas. Localizadas com muita frequência na testa (entre as sobrancelhas) e na nuca. Mas podem estar presentes também na pálpebra, no lábio superior e em alguns pontos do couro cabeludo. Elas ocorrem pelo que chamamos de “ectasia vascular”. É como se o sangue passasse mais devagar em alguns vasos da região e por isso surge a coloração avermelhada. Elas ficam mais intensas quando o bebê chora ou faz força. Geralmente desaparecem no primeiro ano de vida. Milium sebacium: também chamada de hiperplasia sebácea, são aqueles pontinhos brancos que aparecem no nariz e as vezes no queixo. Geralmente desaparecem no primeiro mês de vida. Não apertem!! Miliária: são aquelas “bolinhas” que aparecem no rosto e no pescoço e que a vovó chama de “brotoeja”. São causadas pelo suor associado a obstrução das glândulas sudoríparas. Por isso, tomem cuidado com a quantidade de roupas e cobertores. Embora a pele dos recém-nascidos seja mais sensível, eles não sentem mais frio do que os adultos. Então em dias quentes, não precisa ficar todo empacotado. Dermatite seborreica: também conhecida como “crosta lactea”, são descamações no couro cabeludo, face e orelhas. Não se sabe exatamente a causa, mas são lesões benignas e não estão relacionadas com má higiene. Não se esforcem tanto em remover as caspas. Façam isso aos poucos, durante o banho ou após, com uma escova suave. Existem alguns produtos que auxiliam essa remoção, como o Stelaker da Mustela e também podem ser utilizados óleos vegetais como óleo de coco, de girassol ou de semente de uva. Eritema tóxico: uma irritação da pele em que se formam manchas avermelhadas (parece uma alergia). Não há uma explicação do que realmente causa as lesões, mas a principal hipótese é justamente o contato da pele muito sensível com a água e os tecidos. Não tem nenhum tratamento específico, e a única recomendação é hidratar a pele. Em média, desaparece na primeira semana de vida.

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